domingo, 13 de maio de 2012

Guerra

Meu velho revolucionário


O que fazes aí com a cabeça quase a tocar o peito?

Onde está sua militância da língua?

Seu jogo de palavras e opiniões contrarias a tudo?

Volta.

Fala tudo de uma vez, mistura o passado com o agora.

O agora carrega uma bengala que ajuda em nada.


Quero de volta as discussões sem fim.

Quero o sarcasmo, a ironia e até mesmo o ódio.


Quero aprender de novo a ouvir Chico, Elvis e opera.

Não lerei mais nada até ouvir suas intermináveis criticas

Dos livros que ainda não leu.


Na lucidez és infalível...

Onde ela habita agora?



Que dia é hoje?

Hoje vai ser o dia que você quiser que seja.



Que dia é hoje?

Hoje vai ser o dia que você quiser que seja.

responderei milhares de vezes se preciso for.



Ao seu lado estarei incansável.

Armada até os dentes, honrando seu sangue de guerra.

Leal como seu cão, que não entende seu deitar.

Amando-te como sempre.

Meu velho.



quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dia de descanso

Dia de descanso
Minha cabeça deveria entender isso melhor.
A confusão é tamanha que não escrevo.
Mentalmente fantasias orquestram um devaneio insano.
Já não sei mais se roubo suas palavras ou se são minhas as palavras que escreve.

Desabo na rede, num sono vazio de sonhos.
Desperto com seu chamado silencioso.
Faminta de olhares, de mãos, de sentidos.
Você também dormia. O sono dos inocentes.

Mil assuntos em meia dúzia de palavras.
Silêncios avassaladores,  repleto de palavras que não devem ser ditas.

Respiro  um pouco da sua sabedoria e cuidado em não quebrar o que não existe.

Sonho.