Tem momentos em que eu não me pertenço
O simples fato de ter você por perto, faz de mim uma transloucada... Sem lugar para por as mãos, uma falação descontrolada, e um ar muito mal disfarçado de quem não está prestando atenção, nas pessoas chamando seu nome.
O mundo deve tá ouvindo meu coração. E as minhas mãos úmidas e geladas quase deixam a taça cair. Finjo um interesse no assunto a minha volta, mas sem ter a menor idéia do que se trata...
É só um zumbido que escuto e na ânsia de me acalmar respiro fundo. Seu cheiro invade meus pulmões e entorpece a minha pouca e já dilacerada razão. A sua proximidade já aquece o meu entorno ...
Falta só alguns segundos... E eu ainda não sei o que dizer.
Lembro assustada que preciso soltar o ar , faço isso contrariada e sinto novamente aquela horrorosa sensação de te perder...
Só se perde o que se tem, a minha consciência Berra comigo! Balanço um pouquinho a cabeça, para espantar esse intrometido pensamento e pelo canto dos olhos já vejo seu olhar.Pronto. Já estou sorrindo...
Não tem como não sorrir. Os seus olhos estão presos nos meus e nada mais me distrai...
Quase escuto seus pensamentos no meio de um sorriso malicioso. Vejo seus lábios mexendo, mas não tenho idéia do que esta falando. .. Ah! Não é comigo, alguém atravessou no caminho e por segundos vc some... A sensação ameaça voltar , mas vc surge de novo, agora mais perto... muito mais perto... As palavras ainda não saíram, mas já sinto seus braços me envolvendo, tenho que ficar na ponta dos pés, para enlaçar seu pescoço. Gente! Será que vc cresceu? Meu salto é alto...
Onde foi parar a minha outra mão, que já deveria estar grudada na outra? Ai meu Deus! Alguém pode sumir com essa taça idiota??
Respira... respira... Eu penso! A sua voz... Parece que passou 1 segundo, da ultima vez que ouvi...
Ao retornar para o seu rosto, a minha boca quase toca a pele do seu pescoço, já com a barba por fazer...
Meu corpo acorda com essa lembrança. Um beijinho sem jeito na bochecha , e algumas palavras saem da minha boca, mas nem imagino o que...
Tento concentrar nas suas palavras, mas meus olhos estão grudados nos seus entorpecendo meus sentidos.... Quase doi afastar meu corpo do seu, mas sua mão segura a minha... Momentos eternos...Aquela deliciosa ilusão de que no exato momento em que vc me segura, nada mais pode mudar isso. Nunca mais. A certeza do compromisso com esse amor. É dilacerante essa felicidade... O se pertencer, sem limites... A entrega verdadeira.
As mãos vão se soltando, os dedos ainda resistem, o ambiente já começa a existir. A realidade implacável sorri.
Tento retomar algum tema interessante, sem sucesso. Assim como suas piadas caem num vazio. Falamos entre os dentes, combinações alucinadas, resposta com olhares... Todos os nossos sentidos se comunicam de uma forma quase audível...
Sim. Parece que só sei falar isso. Estratégia de guerra. Busca de aliados. Telefonemas. Fuga.
E porque será que esse sol insiste em nascer?
Não me mecho para tentar parar o tempo.
Vc mesmo dormindo já sente a separação e se enrosca nas minhas pernas...
Me aninho ainda mais em você e fecho os olhos.
Quem sabe o mundo acabe agora?
domingo, 31 de maio de 2009
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Intensidade
Questionamentos a essa altura é o tipo da coisa que imaginei aos 20que quando chegasse aos 40 , eu não teria mais... Mudar de postura com relação a um monte de valores, não é uma coisaque me assusta...
A lealdade que eu sempre acreditei fosse uma das minhas poucasqualidades no meio do meu arsenal de defeitos inconvenientes, nomomento me causa vários problemas.
Vivo as relações com intensidade. Sou de uma lealdade canina commeus amigos, mas também cobro um preço alto. A intensidade da minhadedicação e lealdade esta ligada diretamente com a força das minhasdecepções e desavenças. Perdi alguns amigos por isso. Mas segui emfrente, ainda acreditando que é preferível ter meia dúzia de amigosverdadeiros a viver rodeadas de companhias vazias. E tenho certeza quefiz a escolha certa, pois tenho bem mais de meia dúzia de maravilhososamigos.
Acredito que existem amizades temporárias, dessas que a gente vivedurante uma viagem, uma faculdade, um emprego. Mas só se sabe que étemporária, quando a distancia entre os abraços e conversas , somamnatais e aniversários. Vivo essas relações com a mesma força. Não temcomo prever que ela vai passar ou vai durar... Lógico que essaafinidade não ocorre com todas as relações. Mas se aconteceu é porquetem um motivo pra ser. Alguma coisa aquela convivência está trazendopara as partes envolvidas. Mesmo que seja uma coisa negativa, comoconviver com alguém que tem exatamente aquele defeito inconvenienteque insistimos em não acreditar que temos.
Viver ou melhor, conviver mantendo laços superficiais é o meu maiorexercício no momento atual. Não me envolver, não estreitar asafinidades, medir as palavras para não expor as “minhas” verdades,não cuidar, não preocupar . Manter o velho um braço de distanciapara ter segurança. E confesso : Ando fracassando. Então busco no teclado a organização dessas emoções e inutilmente umcaminho a seguir, e tornar o dia-dia mais suave. O fracasso continua me rondando...
A lealdade que eu sempre acreditei fosse uma das minhas poucasqualidades no meio do meu arsenal de defeitos inconvenientes, nomomento me causa vários problemas.
Vivo as relações com intensidade. Sou de uma lealdade canina commeus amigos, mas também cobro um preço alto. A intensidade da minhadedicação e lealdade esta ligada diretamente com a força das minhasdecepções e desavenças. Perdi alguns amigos por isso. Mas segui emfrente, ainda acreditando que é preferível ter meia dúzia de amigosverdadeiros a viver rodeadas de companhias vazias. E tenho certeza quefiz a escolha certa, pois tenho bem mais de meia dúzia de maravilhososamigos.
Acredito que existem amizades temporárias, dessas que a gente vivedurante uma viagem, uma faculdade, um emprego. Mas só se sabe que étemporária, quando a distancia entre os abraços e conversas , somamnatais e aniversários. Vivo essas relações com a mesma força. Não temcomo prever que ela vai passar ou vai durar... Lógico que essaafinidade não ocorre com todas as relações. Mas se aconteceu é porquetem um motivo pra ser. Alguma coisa aquela convivência está trazendopara as partes envolvidas. Mesmo que seja uma coisa negativa, comoconviver com alguém que tem exatamente aquele defeito inconvenienteque insistimos em não acreditar que temos.
Viver ou melhor, conviver mantendo laços superficiais é o meu maiorexercício no momento atual. Não me envolver, não estreitar asafinidades, medir as palavras para não expor as “minhas” verdades,não cuidar, não preocupar . Manter o velho um braço de distanciapara ter segurança. E confesso : Ando fracassando. Então busco no teclado a organização dessas emoções e inutilmente umcaminho a seguir, e tornar o dia-dia mais suave. O fracasso continua me rondando...
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