Com licença poética
Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombete, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta especie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
Já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é dobrável. EU SOU. ( Adélia Prado)
segunda-feira, 8 de março de 2010
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