sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Tentando A Arte de Ser Leve...

Acabo de ler o livro mais novo da Leila Ferreira : A arte de ser leve.


O mais interessante é que ganhei o livro num dos momentos mais pesados do ano , pelo menos par mim. O mês de dezembro. Ele vem sempre recheado de alguns traumas de infância, e muitas lembranças desagradáveis. E claro com bastante dramas familiares.

Li o livro em 3 dias, numa mistura de correria e fuga. A cada novo capitulo do drama, lia mais quatro capítulos da Leila-leve. Sim eu apelidei o livro. Reli alguns capítulos, pulei outros, nesses momentos angustiantes, em que a sua impotência diante desses dramas se torna física. Não existe nada que possa ser feito. Não há mediações, conselhos ou abraços que possam curar . Nem ‘Deixa eu beijar que para de doer” de mãe funciona. Desta vez o dezembro em companhia do Leila-leve está passando... É claro como um tornado, arrebentando tudo a sua volta , mas não me desespero mais por decisões que não me pertencem , nem por atos e atitudes que não cometi. Consigo por incrível que pareça olhar para os dois lados da guerra e apenas chorar de tristeza. Sem pertencer a nenhum dos lados , mais amando os dois calorosamente.

No momento, me sinto devastada. Mas com a certeza de que tudo vai passar. As vezes o tempo é um remédio incrivelmente ruim. Mas em alguns casos, ou nesse caso ele é necessário.

A cada alinhavada de Leila-leve, entre Cortella ou o prédio das viúvas em Araxá, ia também colando os meus cacos espalhados por aí...

O livro me veio das mãos de meu pai, com direito a dedicatória da Leila. De quem por sinal é fã de carteirinha.

Justamente o homem que protagoniza meus dramas familiares desde menina, mas que despertou minha paixão pela leitura, o meu censo critico, e a importância da ética que me faz traçar os caminhos da sociologia. Tentando a custa de muita luta, trilhar os rumos da vida leve, vou indo, com mais esperança e um pouquinho mais serena.